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Aproveitando a contribuição da nossa leitora Raquel Marmenttini, queremos dedicar esta página em agradecimento para a sua preocupação com a preservação do nosso meio ambiente.

Esperamos que todos se preocupem em preservar o planeta em que vivemos.

Preservar é Preciso
Pampas Informativo On Line

Sent: Sunday, March 14, 2004 8:43 PM
Subject: Água poema

 
Olá. Escrevo sobre muitos temas - este é muito importante - preservar é preciso. Segue um poema como contribuição.
 Obrigada
Raquel Marmentini
Tem alguém com sede neste mundo?
 Raquel Marmenttini 


Lá vem o Raimundo
Água, água, água
Para todos os sedentos.
Quem está com sede neste mundo?
A crise global ameaça o planeta.
Ambiente, destruição exponencial
uma etapa por vez

Lá vem o Raimundo
Água, água, água 
Tem alguém com sede neste mundo?
Agressão, progressão não monitorada
Num dia tudo bem, no outro morte anunciada
Água doce em risco.
Água doce para os ricos

Em ritmo quente, 
Em ritmos velozes... 
ecossistemas destruídos 
espécies desaparecendo
sem tempo necessário para a Natureza
criar novos. 

Poluição, poluição, poluição
de 100 a 1000 vezes em extinção 
as que faltam no planeta
resultado acumulado
pelos humanos liderado
– continua a agressão

Árvore

Florestas

O clima


As flores

Frutos

O verde vidente aos olhos,
Jamais aos olhos parecerá evidente
a perda - o desmatamento.

Os chapéus das madames esfumaçam
milhares e milhares vertem ou deixam vazar 
pesticidas, fertilizantes e herbicidas

Oxigênio... oxigênio.... oxigênio...
um processo inteiro, medição,
chuva ácida da chaminé ao porão

Em outras vias,
das avenidas aos entrecortados caminhos
perdas em larga escala.

Nos vastos e profundos
as águas doces ameaçadas também  estão
com legítima autorização
a umidade da terra se esvai
a sujeira, sem filtros,  se atira contra as encostas
de um rio que aos poucos se esgota.

Sem proteção, sem purificação,
as fontes de água doce
com ciclos de seca e chuvas pesadas
é no sul que estão as terras devastadas.
Para fugir da urbanização as barreiras naturais
Se perdem com a inundação

Salvem as abençoadas esponjas protetoras!
não podem ser removidas as florestas inundadas!
é a total destruição!
derrubadas no ecossistema aquático
podem ir em um segundo
os vivos de cima e do fundo.

Uma, duas, três árvores atingidas
morrem,
e morrendo vão formando uma clareira.
afetam plantações e rapidamente são destruídas.
com o passar do tempo,
o solo nem irrigado serve
o sal em suas camadas o inutiliza.
se parte em pequenas partículas
e são levadas pelo vento.
deixando-o seco,  sem nada.
para o cultivo do alimento

Contra a vida.
Os gases continuam subindo
das ilhas de calor,
asfalto, paredes de tijolo, concreto,
telhas de barro e de amianto,
falta de vegetação,
falta de impermeabilização
calçados de borracha no calçamento
sacolas plásticas soltas,
cheias e vazias
no desvio da água entopem bueiros e galerias

A flor

Pastagens

O planeta está numa fria.
a circulação dos ventos é interrompida,
o processo de evaporação é reduzido,
a radiação do calor é retida.
as contaminadoras, com seus gases cheirosos
enxofre e monóxidos convertem-se em ácidos
que espalham na terra, nas águas, nas árvores,
E nas gentes...a poluição do ar.

O aquecimento está no limite
Da chuva ácida aos ácidos
consumidos pelos humanos - tóxicos
que surgiram no solo, sadios.
E que voltam vadios
Entorpecidos pelos “gases” nocivos.
Acidificados perdem a vida - produto final 
sufocados na atmosfera
o planeta está asfixiado e imundo.

A água doce evapora rapidamente.
Quem vai matar a sede?
Os donos do mundo?
De que eles tem sede? ...de água?
Onde está o Raimundo?

Água, água, água
Para todos os sedentos.
Quem vai matar a sede do mundo?
Água doce em risco.
Água doce para os ricos
Água, água, água
Tem muita gente com sede Raimundo.
 

* Poeta/escritora e acadêmica no curso de Geografia.

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